O relógio marcava 10:19 da manha, a dor de cabeça insistia em assolá-lo mesmo depois de ter tomado três remédios. As imagens que retratavam sua última madrugada jamais seriam esquecidas, por mais que ele tentasse, aqueles gritos jamais deixariam de ser ecoados em seus ouvidos[...]

_ Uma festa hoje a noite? Claro que eu vou!
_ Então tá, a galera vai tá toda aqui te esperando, vê se não se atrasa heim! - Dizia um amigo seu ao desligar o telefone.
Entusiasmado com a festa, rapidamente começou a arrumar-se...
_ Ih... Pra onde você vai heim? - perguntou sua prima que passava o final de semana com ele, como em todas as vezes que seu noivo viajava a trabalho.
_ Vou pra uma festa aí, me empresta o carro?
_ Claro, toma. - dizia ela ao entregar-lhe as chaves - Vê se não chega muito tarde, seu pai ainda quer que você dê uma olhada nos papéis daquela agência de automóveis que ele quer comprar.
_ Pode deixar, até umas duas eu volto, beijão! - Dizia ele ao sair de casa.

Os pneus "cantavam", a música alta no carro não o permitia escutar mais nada. Ele deslizava nas estradas enquanto cantarolava sua música favorita:
"Longe de casa

Há mais de uma semana
Milhas e milhas distante
Do meu amor
Será que ela está me esperando
Eu fico aqui sonhando
Eu vôo alto
Chego perto do céu
"

Ao chegar na festa, mal podia acreditar, realmente "a galera toda estava lá", a noite prometia. Entre taças e taças de bebida o ambiente ficava cada vez mais descontraído e divertido, eles voltavam a ser crianças...

O relógio já passava das 3 da manha, das centenas de pessoas que haviam participado da festa, poucos ainda estavam lá, a festa estava acabando...
_ Eu tenho que ir embora, amanha cedo eu tenho faculdade e ainda tenho que dar uma olhada em uns papéis pro meu pai... - Dizia ele a uma de suas colegas
_ Claro, vai lá gato, amanha nós conversamos melhor, a não ser que você queira me dar uma carona...
_ Sempre, entra aí! - Dizia ele ao abrir a porta do carro de sua prima.
_ Você não acha que já bebeu demais pra tá dirigir não? - Dizia sua amiga ao entrar no carro.
_ Relaxa aí, eu sou motorista! - Dizia ele com um leve sorriso no rosto - Quem sabe sabe, não tem essa não!

Os dois conversavam enquanto ele se exibia cortando os poucos carros que ainda trafegavam pela intensa avenida. Como as duas crianças que o álcool os transformou, pareciam jogar um joguinho de videogame. Até que numa dessas, em uma simples curva, por um simples ato de desatenção, acabou não medindo bem os espaços e batendo bruscamente em um carro que em boa velocidade cruzava a avenida. GAME OVER!

Ele tonto, ainda não media as conseqüência de seus atos. Confuso em meio a total cena de destruição, ele ouve gemidos que em seguida desabrochavam horrendos gritos vindos do outro carro. Era o de uma mãe ao olhar para o lado do banco de motorista e ver seu marido já sem vida, ao olhar para trás e ver seu filho na mesma situação do pai.

Sua amiga nunca mais conseguiu andar graças ao acidente, aquela mulher do outro carro, nunca mais terá sua família de volta. E ele? Ah, ele foi fichado pela polícia e voltou a sua vida normal semanas depois...

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Esse texto é uma homenagem ao Presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva por sancionar a Lei Seca que entrou em vigor no dia 20 de Junho deste ano. Essa lei certamente evitará que atos de total irresponsabilidade como esse continuem crescendo no Brasil com total impunidade.

~> O Mundo Lá Fora

Sentado no relento do asfalto, sentindo a última gota de água de seu corpo sendo desperdiçada ao piscar de seus olhos, ficava observando o movimento de pessoas pela rua. Ele queria só por 1 minuto voltar a ser aquele médico que era no passado para poder salvar sua própria vida, assim como já havia salvo a de inúmeras pessoas.

Já havia se passado dois anos que ele havia abandonado sua casa, família, amigos e profissão para morar sozinho - Chega de responsabilidades! - Nos primeiros anos, no conforto e na comodidade de morar em uma grande casa sozinho, tudo era um bom motivo para ser festejado, contratar prostitutas, conhecer novas pessoas, fazer novas amizades e levar a vida sem nenhuma responsabilidade. Acordava a hora que ele quisesse, não tinha que ouvir sua mulher todos os dias lhe dizendo que seu filho havia xingado a professora ou atirado algo em algum de seus colegas de classe, muito menos precisava ver pessoas agonizando até a morte todos os dias de sua vida. Agora ele tinha a vida que pedira a Deus todos os dias a beira de sua cama antes de dormir.

Quase todas as manhas acordava pensativo, tomava seu café e chorava lendo o jornal, lembrando de sua família, pensando como eles deveriam estar naquele momento. Seus novos amigos, certamente mais companheiros e afetuosos que os outros, sempre o acompanhavam em suas aventuras e o mostravam boas alternativas de se esquecer dos problemas e se afastar das recordações.

Não durou mais de um ano e meio e ele não tinha mais nenhum centavo de todo o dinheiro que havia guardado em sua conta, tudo havia sido gasto em bebidas, drogas e prostitutas. Os novos amigos já não eram os mesmos nessa época, não faziam questão de sair com ele, ou muito menos se preocupavam em alegrá-lo.

O governo o pressionava a pagar todas as contas atrasadas, o dono da casa já havia inúmeras vezes ameaçado despejá-lo. Foi nesse meio tempo, entre uma de suas intensas viagens que ele se viu numa mesa de hospital. Ele não se lembra de muita coisa, apenas de ter ouvido uns dos médicos dizerem que seria mais prudente apagá-lo...

A luz feria seus olhos, ele sentia seu corpo formigar, foi apenas depois de alguns relutantes minutos que ele finalmente conseguiu abrir os olhos. - Doutor, venha até aqui, ele acordou! - Gritava a enfermeira entusiasmada.

Aos poucos um homem se aproximava da cama e o olhava fixamente nos olhos. Seus olhos eram muito parecidos com os seus, seus cabelos castanhos o lembravam alguém que ele não recordava, sua expressão retratava claramente uma emoção que excedia a frieza do olhar de um médico a um simples paciente. Aos poucos, um sorriso esboçava em seu rosto, que misturado as primeiras lágrimas que escorriam em sua face dizia suavemente: "Pai..."

Ele havia ficado em coma por pelo menos dois anos, os médicos já haviam dado o caso como sem solução, exceto um de seus filhos, que havia se formado em medicina a menos de seis meses. Sua esposa e seu outro filhinho, mesmo sem muitas esperanças o visitavam quase todos os dias, a espera de um milagre...

Ele se recuperou, depois de algumas sessões de fisioterapia e muitos outros cuidados médicos, se recuperou e voltou a ser o que era antes, entretanto, jamais voltou a pensar como antes, disso tudo ele aprendeu que por mais intenso e prazeroso que possa ser o mundo lá fora, não passa de um mundo sem qualquer tipo de perspectiva de vida, um mundo sem objetivo, vazio, sem sentimentos, sem graça, sem sal...

~> Meninos Não Choram

A cada minuto que se passava, todas as suas expectativas e esperanças eram destruídas, uma a uma. Ele não tinha mais voz pra discutir, toda a paixão e o desejo que estavam em seu corpo, toda a alegria, iam se transformando em ódio, misturados ao clássico sentimento de revolta.

Aquele garoto alegre, espontâneo, agora estava acuado em um canto da sala de aula, enquanto a professora junto com o resto da classe desvendava os mistérios da genética.
Ele queria chorar, queria sair gritando aos quatro cantos como se sentia decepcionado com tudo aquilo, queria abandonar o barco e esquecer aquela louca paixão que o dominava, mas meninos não choram, sentimentos de verdade não mudam e uma paixão de verdade não esfria, mesmo com o balde de água fria que haviam o jogado...

Amor é paz, é tranqüilidade, é carinho, é afeto, é saber que tem algo para se apoiar nos momentos difíceis, algo pra vida inteira. Paixão é viver intensamente, é delírio, inconsciência, é decepção, é sofrimento, é algo que se tem hoje sem saber se terá amanha novamente, mas como o amor, é um sentimento lindo que mesmo que quiséssemos, seríamos humanamente incapazes de esquecer.

A decepção foi enorme, mas a paixão é gigantesca...

Entre todos aqueles olhares que o fuzilavam, querendo saber o que havia com ele, surgia um olhar como resposta, que claramente falava: "Não se preocupem, eu vou ficar bem..."

"Um grande amor não se acaba assim

Feito espumas ao vento
Não é coisa de momento
Raiva passageira
Mania que dá e passa
Feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá para apagar[...]"

~> A Poeira na Cortina

Deitou-se no chão e freneticamente começou a fazer exercícios abdominais, em sua mente a figura ideal do que queria ser: a figura de todas aquelas pessoas que passavam de um lado para o outro e lhe olhavam com certo grau de inferioridade, aquelas pessoas que tinham seus corpos assediados por onde quer que passem. Na medida em que pensava em todos aqueles olhares, todas aquelas pessoas e todos aqueles objetivos, aumentava a velocidade. Seu corpo estremecia, pedindo para que parasse. Seus olhos, cegos, só se permitiam enxergar as aparências, sua aparência... Seus lábios, secos, ansiavam por água. E mesmo assim continuava compulsivamente seus exercícios, até que sua visão ficou turva e desmaiou...

Ao acordar, com um pouco de dor de cabeça, olhou para o teto, a lâmpada estava acessa, vagarosamente olhou para todos os lados de seu quarto, percebeu como a luz lhe permitia enxergar tudo com mais clareza, detalhe por detalhe... Com suas costas recostadas em uma das paredes de seu quarto, pressionando suavemente as mãos sobre sua cabeça, reparou em sua cortina algo estranho, além da poeira que a encobria, percebeu que em seu lado que confrontava com a janela havia alguns desenhos, um “bandó” e outros pequenos detalhes. Durante todos esses anos não havia percebido, mas sua cortina estava ao contrário, e todos sempre a achavam normal do jeito que era...

Ficou ali, durante horas pensando sobre sua vida, seu amigos e amigas, seus objetivos e suas vontades que quase nunca conseguia realizar. Ficou pensando sobre a cortina durante horas na medida em que lhe fazia inúmeras perguntas: Como eu quero que todos me achem normal se eu mesmo sendo, não me considero normal? Como eu quero que me achem uma pessoa bonita se eu não consigo me ver assim? Como eu quero que me assediem se eu ao menos me permito isso? Como eu quero que me amem se nem eu consigo me amar? As perguntas foram muitas, mas a conclusão era apenas uma: o mundo nos vê, como nós nos permitimos ser vistos, ou como nós mesmos nos vemos. Portanto, para que mudem conosco, basta que nós mesmos mudemos.

Com uma forte dor de cabeça, tentou extintivamente levantar-se do chão frio e deitar-se em sua cama, mas não conseguiria mais se levantar novamente...

~> Trancafiando sentimentos

E tudo aquilo que estava engasgado em sua garganta continuou ali, trancafiado, junto de todos aqueles sentimentos e vontades que nem ao espelho ele confiava em dizer. Tudo ali, trancafiado em sua mente, em seu mundo, tudo aquilo que o impedia de dar um passo à frente no mundo real.

E mais uma manha, mais uma tarde, mais uma noite e nada... E nunca... E absolutamente nada nem ninguém muda...

Todas aquelas pessoas, todos aqueles dias, todos aqueles momentos. Só pra ele que isso importava? Todos os carinhos, abraços, palavras de afeto, amor... Vazias?

Tudo aquilo, naquele momento, parecia não passar de uma brincadeira, "pura zoação". Tratava-se de uma bela e doce mentira, algo que pelo jeito só existia e existiu um dia em sua cabeça sonhadora...

Lá estava ele, mais uma vez com uma sensação de que o que era doce amargou, e o que amarga nunca volta a ser doce novamente.

...tudo era apenas um jogo de sentimentos, um jogo frio e cruel que ele não estava disposto a jogar e havia saído derrotado por isso...

"Chegou a hora de esquecer o passado

E passar uma borracha no que aconteceu antes
Se esconda atrás de um rosto vazio
Não faça muitas perguntas, apenas diga
Porque tudo isso é só um jogo
É uma bela mentira

É uma perfeita enganação
Apenas uma bela mentira para se acreditar[...]"

E ele que se achava um mentiroso...



{{A Beatiful Lie - 30 Seconds To Mars}}

~> Vida Nova

Não quero mais pensar em possibilidades, refletir se posso ou não fazer alguma coisa... Agora eu quero viver intensamente, quero acordar, abrir a janela e dizer que o dia está lindo lá fora, quero não só sonhar, mas sim, QUERO FAZER ACONTECER, porque EU POSSO e sei que sou capaz de conquistar TUDO QUE EU QUERO.

A princípio pode parecer que aquele garoto mimado que reinou absoluto durante muitos anos tenha voltado ao controle, mas não é isso: Acontece que aquele garoto cabisbaixo, tímido, pessimista e as vezes, de certa forma até inocente morreu, ou pelo menos foi ofuscado por esse nosso "belo" mundo.

Não vale apena desperdiçar dias e noites chorando por não ter isso ou aquilo, ou até mesmo por não conseguir fazer algo que tanto sonhou. O que importa é olhar pra frente, avistar um novo objetivo, e rumar ao seu encontro. Eu sei que é fácil falar, mas também sei que é difícil continuar na lástima da derrota, sem ao menos ter sido derrotado.


Eu quero errar hoje e amanha, para que, quem sabe, eu seja alguém melhor depois de amanha. Afinal, não é com nossos erros que chegamos mais perto da perfeição e aprendemos a não errar mais?

Barreiras foram feitas para serem derrubadas, sonhos foram feitos para serem realizados. E a vida? A vida foi nos dada para que vivamos intensamente...


"[...]Nas escolas, nas ruas, campos, construções

Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer[...]"

Porque sim, a vida continua mediante a qualquer circunstância...

~> A Tarde Negra

Uma tarde de fantasias e pensamentos controversos: era o que aquele garoto estava vivendo...

Sozinho em sua casa, acompanhado apenas por um livro, ele sentia mais do que nunca que lhe faltava algo. Sua última noite havia sido uma das mais confusas de sua vida, e como em toda confusão, ele não sabia quais seriam as proporções que aquilo lhe causaria. Ele parecia um bêbado de ressaca, se perguntando se havia feito algo de errado na noite passada...

Ele não sabia exatamente se tinha feito a coisa certa, mas se sentia melhor desde o momento em que fez aquilo.

Desde criança ele sempre foi assim, decidido a ter o que quisesse, na hora em que escolhesse, mas diferentemente das outras crianças que pediam abertamente, ele sempre usava alguma de suas ideologias mentirosas, mesmo dizendo a verdade, para conseguir o que desejava. Ele sempre foi um apaixonante manipulador de pessoas, acostumado a manipular até mesmo os garotos mais velhos que normalmente batiam e extorquiam dinheiro das criançinhas de sua idade.

Na noite passada porém, ele havia aberto mão dessas suas ideologias e usado deliberadamente a verdade e era isso o que lhe causava dúvidas. Mas era uma dúvida gostosa de ter, ele olhava tudo com otimismo após dizer a verdade, até mesmo as coisas ao seu redor fluíam de uma forma estranhamente bem. Ele viajava nas milhares de soluções que essa nova visão lhe proporcionava. Ele tinha dentro dele a certeza de que tudo iria ficar bem e que todos os problemas seriam solucionados...

Parecia mentira, mas ao olhar pela janela percebeu que aquela tarde escurecia de uma forma estarrecedora, parecia que a escuridão da noite chegava mais rápido para que em uma conversa ele percebesse que nem sempre se tem uma segunda chance para se solucionar um problema e que definitivamente estava tudo acabado.

E mais uma vez "a ciência confirmava os fatos que o coração já havia descoberto: Tudo era relativo quando fazê-la feliz, lhe fazia feliz".

E bola pra frente, a vida sempre continua, entre tropeços e quedas, momentos bons e ruins: a vida sempre continua. E, diga-se de passagem, continua mais do que se pode imaginar...

"Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo
E então são mãos e braços
Beijos e
abraços
Pele, barriga e seus laços
São armadilhas e eu não sei o que faço
Aqui de palhaço, seguindo os seus passos
"

A saudade fica os momentos bons também, mas a tristeza um dia vai ter que partir...

~> O Menino Ogro

O Sol lá fora estava insuportável, mas lá dentro, mesmo ao "clima europeu" do ar condicionado as coisas não estavam assim tão melhores. Todos estavam sentados volta a mesa, em confraternização, tudo estava correndo bem, tudo, exceto os pensamentos na cabeça daquele menino alienado.

Olhava de um lado para o outro desesperadamente a procura de uma saída, o ambiente o sufocava, ele percebia até mesmo pelo movimento dos talheres que ele não pertencia ao grupo e ele já estava saindo dele, de uma maneira torta e de certa forma grosseira, ele sabia, mas ele estava saindo, só não sabia se deveria chorar ou se sentir aliviado por isso...

Em meio as diferenças ele já havia tentado ridiculamente se espelhar naquelas pessoas, mas as diferenças eram sempre maiores do que as suas tentativas. Diferenças sociais, raciais, financeiras? Não! Era uma questão de ideologia, e isso sim liquidava todas as possibilidades de acordo.

Ele se sentia um perfeito ogro disfarçado de príncipe encantado, com seus atos de insanidade, sua ignorância, seu isolamento, e principalmente por sua falta de capacidade e competência...

Insano por dizer coisas completamente sem lógica, ignorante por não conseguir manipular a situação ao seu redor, isolado por não apresentar condições de convívio com outros seres humanos, e incapacitado ou incompetente por desistir de tudo daquela maneira.

Mas apesar de tudo, ele havia aprendido muitas coisas com aquelas pessoas, principalmente, que o mundo real é bem mais complicado do que aquele mundinho ao qual ele pertencia. Não que aquelas pessoas fossem melhores, mas ele percebeu que se ele quisesse vencer na vida ele teria que mudar muito.

Tudo estava terminando ali, entre sorrisos forçados que brochavam o amarelo de seus dentes ao não entender a piada...

Pobre ogro, em lágrimas, volta novamente para o pântano, sem a princesa, mas com a certeza de que aquele é o seu lugar e que nem sempre os contos de fada se tornam realidade...



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